Núcleo de Estudos da Cultura Gaúcha do Distrito Federal (NEG-DF)
& Agrupação Nativista Gaúcha “Martín Fierro” (ANG-MF)


BE Nº 002/07                                                Brasília/DF, 11 de setembro de 2007.
 
“Os nervos e as articulações da sabedoria estão em não acreditar sem reflexão” (Cícero).
 
1.      O GAÚCHO

O sítio RS Virtual, da Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul, traz uma bela página voltada para A História Gaúcha. Entre os temas nela listados, encontra-se o ensaio O Gaúcho no Passado, da lavra do Engenheiro Florestal Evaldo Muñoz Brás.

Clica: http://www.riogrande.com.br/historia/temas_origemgaucho artigo.htm

2.      REVOLUÇÃO FARROUPILHA
O sítio RS VIRTUAL é considerado a maior fonte de informações sobre a Revolução Farroupilha na Internet. Ele traz as causas, o desenrolar e como terminou a grande revolução dos gaúchos, pelo prisma da historiografia oficial.
Para conferir, clica em:
http://www.riogrande.com.br/historia/revol.htm

3.      REVOLUÇÃO FARROUPILHA (II)
No dia 11 de setembro de 1836, após a vitória na Batalha do Seival, outro destacado caudilho, Antônio de Sousa Netto, proclamou a independência e a República Rio-Grandense, no campo dos Menezes, nas pontas do Jaguarão Chico, radicalizando o movimento, que no começo era mais um motim reivindicatório, uma revolta civil, então sem pretensões separatistas.
É preciso abrir aqui um parêntese, para trazer à tona um episódio escamoteado pela História Oficial e, por isso, pouco conhecido, não apenas por ter sido relegado ao esquecimento, como ordenou o D. Pedro II, mas por revelar uma faceta tantas vezes escamoteada ou deturpada daquele fato histórico que é para os gaúchos o seu mito fundador. A testemunha ocular da guerra entre o Brasil e Buenos Aires, um militar germânico que interviu no conflito (mas preferiu o anonimato ao publicar o livro onde descreve fatos daquele conflito), informa: "Falava-se que um capitão de milícias, à frente de outros oficiais, bandeara-se para o exército de Alvear, a quem propusera incorporar a província do Rio Grande do Sul à liga republicana" (Anônimo, 1946: 245).
A nota de Aurélio Porto à obra diz tratar-se "do sargento-mor de milícias Alexandre Luís de Queiroz e Vasconcelos, cuja vida aventurosa e turbulenta ficou nas crônicas da época. Nascido em Cachoeira, e filho de um oficial de dragões do mesmo nome, assentou praça no Regimento de Dragões e fez a Campanha da Conquista das Missões em 1801. Em 1803, acompanhando um bando que fanatizara, investe contra a guarda de São Pedro, lança gritos subversivos de República e liberdade e dá alforria aos escravos que o acompanham. Dominado por força superior, fazem-no passar por 'louco varrido', 'mente insana', dizem os documentos do tempo. Em Entre Ríos, para onde vai, retorna à milicia (talvez a milícia blandengue, ou belendengue, como era chamada no RS popularmente – a observação é nossa), como chefe de um esquadrão de guerrilhas. A sua ação nas campanhas de 1816 a 1820, a sua bravura que ia às raias da loucura, deram-lhe o posto de sargento-mor de milícias. Em 1820, Alexandre Luís investe contra a vila de Cachoeira, solta os presos da cadeia civil e manda tocar a caixa à degola dos portugueses, o que não executa. A um de seus escravos libertos, por nome Pedro, faz vestir o fardão do comandante da Vila e o respectivo bastão de comando, mandando que saia pelas ruas e proclame a igualdade de todos, na República que acabava de proclamar. Forças numerosas perseguiram-no e, depois de lutar como um louco, foi preso. Na ocasião da guerra com as Províncias Unidas do Prata, Alexandre Luís apresenta-se ao general Alvear, prometendo organizar um corpo de ‘Libertadores do Rio Grande’, para o que contava com alguns republicanos rio-grandenses. Em 1831, aparece em Caçapava, onde de novo procura libertar os escravos, de que se cerca. Proclama idéias republicanas. Essa arruaça parece estar articulada com o movimento de alguns oficiais estrangeiros, em São Leopoldo, cuja conspiração é descoberta. Perseguido, Alexandre Luís foge para a fronteira, onde se refugia. Morre em 1833. A história registra esses fatos como atos de insânia e traição à Pátria" (op. cit.: 245-246).
Certamente ele teria cerrado fileiras com Souza Neto, se não tivesse falecido três anos antes. Mas não é a história que o trata como traidor e sim aqueles que escreveram a História Oficial. Tiradentes também foi jugado traidor, mas hoje é visto como prócer do Brasil, precursor da independência, como Alexandre Luís (sempre taxado de louco ou arruaceiro) o seria no RS, caso tivéssemos vencido aquela Guerra e fôssemos um país independente e soberano.

 
4.      SEMANA FARROUPILHA
Graças à expansão do MTG, em 1964, foi aprovada a Lei Estadual Nº 4.850 (de 11/12/64), que oficializava a Semana Farroupilha, a ser comemorada de 14 a 20 de setembro de cada ano, e este último dia – aniversário do início da Guerra dos Farrapos – passou a ser o “Dia do Gaúcho”. Esta Lei fez com que a “Chama Crioula” (tocha simbólica gaúcha) fosse recebida com todas as honras na sede do Governo Estadual, o Palácio Piratini, oficializando o desfile realizado pelos CTGs e a Brigada Militar. Em 1966, outra lei estadual (Lei Nº 5213, de 05/01/66) oficializou o Hino da República Rio-Grandense como o hino oficial do Estado.


5.      SEMANA FARROUPILHA (II)
Muitos CTGs, nessa semana festiva, costumam evocar os grandes feitos dos heróis farrapos, os caudilhos que comandaram as montoneras que se levantaram em armas contra a tirania do Império, imposta pelo Governo da província do Rio Grande do Sul. Em muitos deles, as comemorações da Revolução Farroupilha – a mais longa das revoltas civis do período das Regências, influenciada pelos ideais liberais, federalistas e republicanos – apenas evoca a Saga dos Farrapos contra o Império, de 1835 a 1845.
Entretanto, muitos se esquecem das lições do Decênio Heróico e põem-se a matraquear as já desgastadas notas da velha canção oficial, olvidados de que a História é escrita pelos vencedores e não pelos vencidos. Alguns CTGs, de olhos fixos no passado mítico do centauro das planuras e monarca das coxilhas, esqueceram de olhar para o presente – que dizer do futuro (e ainda há gente que reclama da ausência do jovem no Movimento!). Muitos não conseguem inserir a festividade no seu real contexto hoje: o da luta identidária em torno da subcultura gaúcha, que culminou com os esforços, daqueles jovens pioneiros do MTG já citados, de levar adiante o gauchismo.
O gaúcho, que sempre foi, como reza o Hino Farrapo, um povo forte, aguerrido e bravo, parece andar, hoje, esquecido da tradição de levantar-se contra a injustiça e a tirania. Hoje, no meio gauchista, os órgãos superiores do Tradicionalismo vêm impondo, verticalmente, sua vontade, sem consulta às bases: o associado do CTG. E vêm enfiando-nos goela abaixo normas sem substância, fundamento nem legitimidade.
Será que não é melhor aproveitar essa data magna para meditar sobre os significados da Revolução Farroupilha e salvarmos o Movimento Tradicionalista Gaúcho da autofagia à que hoje se submete, do que ficar matraqueando al pedo ideologias e divisas já desmerecidas, sem nos darmos conta da verdade preocupante bem diante de nós, a rir em nossa cara?! E a Semana Farroupilha deveria estar aí para isso mesmo: para lembrar-nos daqueles que ousaram dizer não à tirania e à opressão!
 
 
6.      RECEITAS CULINÁRIAS: ARROZ DE CARRETEIRO
A origem do arroz de carreteiro é simples como o seu preparo. Os carreteiros e os peões que levavam as tropas de gado usavam o charque (carne salgada) em suas idas e vindas, como alimento não perecível, e junto com o arroz abundante na região sul, preparavam essa refeição tradicional. Claro que, nas estâncias antigas, tão chimarronas quanto os gaúchos que viviam em armas, o arroz com charque era também prato usual, pela sua simplicidade e sabor.
O charque foi um dos propulsores da economia gaúcha no século XIX, principalmente na região sul do R. G. do S. e estava esempre entre as razões das Guerras no Prata. O gado vinha do interior para os saladeiros ou charqueadas que ficavam, na maioria, à beira do arroio Pelotas, onde eram abatidos e salgados, para então serem transportados em navios que saiam do porto de Rio Grande, para o norte do país e Europa. As cidades de Pelotas e Rio Grande rivalizaram com a Capital em importância e vida cultural e guardam, até hoje, muito da antiga opulência e vigor: belíssimos casarões, teatros e monumentos dos tempos áureos do ciclo do charque.

INGREDIENTES para 20 Pessoas (Preparação: 30 min.):
5 kg de charque (carne seca gaúcha) de 1. com gordura
1 kg de linguiça pura e maturada (opcional)
1,6 kg de arroz amarelão
5 Cebolas grandes
10 dentes de alho
200 gr de toucinho
Sal e pimenta
PREPARAÇÃO: Dessalga o charque já cortado em pequenos cubos, sem fervê-lo, colocando-o numa vazilha com água, que deverá ser trocada a cada duas horas; (aproximadamente 12 horas). Coloca o arroz de molho, sem lavá-lo; ele deve corresponder a 1/3 do peso do charque. Corta a lingüiça (opcional) em rodelas, frita-as e reserva sem o excesso de gordura. De preferência numa panela de ferro ou outra de parede grossa, derrete o toucinho e doura o alho e a cebola. Feito isso, coloca o charque, a linguiça pré-preparada e pimenta (opcional) a gosto, acrescentando mais ou menos 1 litro de água. Para cada quilo de charque, coloca uma cebola grande e dois dentes de alho; quanto mais tempo cozinhar o charque, mais macio fica. Deixa cozinhar no mínimo por 30 minutos, colocando em seguida o arroz, que leva de 10 a 20 minutos para cozinhar, dependendo do fogo. Verifica o sal e a água, completando-os se necessário. Serve em seguida.
DICAS: O charque mais maturado acentua o paladar e torna o arroz de carreteiro mais original. Coloca o tempero verde num recipiente para que cada um se sirva a gosto. Não ferve o charque para tirar o sal, mantendo desta forma o gosto mais autêntico. Regula o sal somente ao final, pois, com a fervura do charque, o sal pode se acentuar. Verifica quantidade de fogo, pois, dependendo da panela, poderá queimar o arroz. Serve o arroz de carreteiro assim que ficar pronto, ainda quente.
Esta é uma receita que Sérgio Fernando Hess de Souza aprendeu quando criança, do tropeiro Valdomiro Neves que sempre passava por Luis Alves e acampava no terreno de sua família, com sua tropa e seus peões. O citado tropeiro vinha de Ponte Alta do Sul (perto de Lages).
Ver: http://www.ctgfogodechao.com.br/carreteiro06.htm


 
7.      LOS CHALCHALEROS
A Argentina da década de 50 viu o surgimento de uma 2ª fase da canção nativista deles (inscrita lá sob a rubrica de Folklore), na qual despontaram os quartetos (antes fora a era dos duos), como o daqueles saltenhos – eles eram, na verdade, dois duos que cantavam em uníssono, na afirmação de Tejada Gómez – que incorporaram um instrumento até então utilizado apenas para acompanhar as danças folclóricas: o bombo legüero. Chamavam-se Los Chalchaleros e, melodiosos como o pássaro que lhes emprestou o nome (uma espécie de sabiá), logo se converteram num êxito sem precedentes, por suas canções de tom antigo, com uma letra bonita e em linguagem contemporânea. Suas vozes cantaram o talento de Manuel J. Castilla, Arturo Dávalos, César Perdiguero e vários outros grandes poetas regionalistas, que já não tiveram mais acanhamento de casar sua poesia com o canto popular.
Depois deles, vieram, de várias províncias, outros importantes conjuntos e o folklore converteu-se então numa moda arrasante, que veio para ficar e perpetuar-se nas gerações de músicos provincianos posteriores.  Os protagonistas daquele boom do folclore eram jovens que deram ao canto popular um tom lúcido e vital, convertendo-se em ídolos. Em seguida, em todas as reuniões e festas, “fazia-se folclore” e já não era mais motivo de vergonha andar pelas ruas carregando um violão – pelo contrário, passou a ser motivo de orgulho e símbolo de prestígio, já que se tornara moda. E até as moças e moços “de bem” tocavam violão!
Para entrar no sítio oficial dos “Chalcha”, clica em: http://www.loschalchaleros.com.ar/

 
8.      LETRAS IMORTAIS
Em Cancioneros.com (http://www.trovadores.net/cn.php), irás encontrar a mais completa e interessante, a meu ver, coleção de letras que ficaram imortalizadas na obra de grandes ídolos como a diva do canto popular latino-americano Mercedes Sosa e os orientalíssimos Alfredo Zitarrosa e Daniel Viglietti, além de muitos mais. Vale a pena conferir!

 
9.  CHIMARRÃO
Palavras de Érico Veríssimo: “Se os senhores da guerra sentassem ao redor do fogo para sorver um mate amargo, antes de lavar a erva a paz já estava garantida. (Érico Veríssimo). Contribuição de Mônica Samrsla, do Ministério da Saúde, a quem agradecemos, desde logo.
10.  OREJANO
Aqui (http://letras-uruguay.espaciolatino.com/serafin/orejano.htm) está um belíssimo poema que diz bem o que é o gaúcho: um povo “forte, aguerrido e bravo”! Ele deixa bem clara a postura guapa e corajuda, mui típica do gaúcho, seja ele riograndense, argentino ou uruguaio. É da lavra do grande poeta oriental Serafín J. García e faz parte de sua famosa obra Tacuruses, publicada em 1936. O poema foi musicado e faz parte da discografia de vários intérpretes do canto popular e do folklore, como Los Olimareños, Jorge Cafrune, Raúl Quiroga e outros.

 
11.  LENDA DA ERVA-MATE
Aqui vai um lenda argentina, da província de Misiones: De noite Yaci, a lua, ilumina, sob o céu missioneiro, a copa das árvores e prateia a água das cataratas. E isso era tudo que ela conhecia da selva: as enormes cachoeiras e o colchão verde e ininterrupto da folhagem, que quase não deixa passar a sua luz. Só em um trechinho ou outro, podia esgueirar-se por alguma clareira para espiar as orquídeas adormecidas ou o trabalho silencioso das aranhas. Mas Yaci sempre foi curiosa e quis ver por si mesma as maravilhas de que tanto lhe falaram Quaraí, o sol, e as nuvens: o girassol dos beija-flores, o encaixe dos xaxins e os bicos brilhantes dos tucanos.
Tanto que, um dia, ela desceu à terra acompanhada de Araí, a nuvem, e juntas, convertidas em moças, saíram a percorrer a selva. Era meio dia e o silêncio da selva tomou conta delas, por isso era impossível que escutassem os passos silenciosos do yaguaretê, a onça pintada, que se aproximava preparando o bote, pronto para surpreendê-las, resolvido a atacar. Mas, nesse mesmo instante, a flecha disparada por um velho caçador guarani, que vinha seguindo a fera, foi cravar-se no flanco do animal.
A besta rugiu furiosa e virou-se para o caçador, que se aproximava. Enfurecida, atirou-se na direção dele, abrindo a boca e sangrando pela ferida; no entanto, diante das moças paralisadas de terror, uma nova flecha atravessou-lhe o peito.
Em meio à agonia do yaguaretê, o índio pensou ter visto duas mulheres fugindo, mas, quando finalmente o animal ficou quieto, não viu mais do que as árvores e, atrás, a escuridão da mata espessa.
Aquela noite, deitado em sua rede, o velho teve um sonho extraordinário: Voltava a ver o yaguaretê, preparado para o bote, e ele mesmo, retesando o arco. Também voltava a ver o pequeno claro da mata e, nele, duas mulheres, ambas de pele branquíssima e longuíssima cabeleira. Parecia que elas o estavam esperando e, ao chegar ao seu lado, Yaci chamou-o pelo nome e lhe disse:
- Eu sou Yaci e ela é a minha amiga Araí. Queremos dizer obrigado por salvar nossas vidas. Foste muito valente e, por isso, vou dar-te um prêmio e um segredo. Amanhã, ao acordares, encontrarás à tua porta uma planta nova, que se chama caá. Com suas folhas, tostadas e moídas, prepara-se uma infusão que aproxima os corações e afugenta a solidão. É meu presente para ti, teus filhos e os filhos dos teus filhos.
No dia seguinte, ao sair da grande óga comum que alberga as famílias guaranis, a primeira coisa que o velho e os demais membros de sua teyy viram foi una planta nova, de folhas brilhantes e ovaladas, que se erguia aqui e ali. O caçador seguiu as instruções de Yaci: não se esqueceu de tostar as folhas e, uma vez moídas, colocou-as dentro de um pequeno porongo vazio. Então procurou uma cana pequena e fina, colocou água e provou a nova bebida. O recipiente foi passando de mão em mão. Foi assim que nasceu o mate.
Pronúncia: A palavra “Y”, no idioma guarani (tanto no avá nheê ou guarani original, quanto no guarani yopará ou geral) tem duas pronúncias diferentes, conforme o caso: 1) Como consoante, tem o som de “DJ”: Djaguaretê (onça); (2) Como vogal, tem som de “Û”: não é bem um “Ú” puro, nem chega a ser um “UI” nem “UÍ”, mas algo intermediário, como é o “Ô.
Nota: A palavra “mate” refere-se tanto ao chimarrão (com água quente) ou o tererê (com água fria). No Mato Grosso do Sul, diz-se tereré, com a letra “E” aberta.
Vocabulário:
Arai = nuvem
Avá = índio, pessoa, indivíduo
Caá = erva-mate; chá paraguaio; qualquer erva ou jujo.
Nheê = falar; fala, verbo, idioma
Óga = casa, cabana (óca em tupi)
Quaraí = sol (guarací, em tupi)
Teyy (pronuncia-se tedjû) = tribo
Yaci = lua
Yaguaretê = onça


12.  RÁDIO ONLINE
Para escutar os excelentes programas de música regional argentina online da Rádio El Huairamuyo, clica em: http://elhuairamuyo.com.ar/


13.  AINDA CHICO

O Cel. Cav. Bayard Bretanha Jacques, pai do meu irmão de alma Rodrigo Albuquerque Jacques e criador da prova que leva seu nome, disse aos 26/VIII/2007, em Esteio, por ocasião da Final do Freio de Ouro de 2007, que “toda coisa quando nasce é pequena”. Por isso, não temos apuro por crescer e vamos ao tranco manso nomais, que o tirão é temerário. Disse o payador bonairense Alberto Merlo: “Despacito que a fogo lento se faz melhor o puchero”! Este boletim e as entidades das quais é porta-voz são, praticamente, recém-nascidos e têm um futuro brilhante pela frente, porque a causa é nobre, a luta é justa e as pessoas que andam ombro com ombro conosco são gaúchos de pura cepa crioula! Semos chicos, mas não nos achicamos e, quando formos grandes, jamais seremos agrandados! Não te micha, lagartixa; tá pra mim, disse o micuim!

14.  JÁ TE ANOTASTE, VIVENTE?

Para passar a receber este Boletim, basta mandar um e-chasque para os emílios abaixo, para te cadastrares. A ANG-MF e o NEG-DF estão no Orkut também... semos gaúchos mas pósmodernos, do Século XXI, terceiro milênio!
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15.  SÍTIOS OFICIAIS

Os endereços do sítios do Núcleo de Estudos da Cultura Gaúcha do Distrito Federal (NEG-DF) e da Agrupação Nativista Gaúcha "Martín Fierro" (ANG-MF) são os seguintes (para acessá-los basta clicar em cima nomás):
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