REGULAMENTO
REGRA OFICIAL DE BOCHA SULAMERICANA
Das Canchas
Art. 1º. As instituições deverão possuir canchas cobertas em perfeito estado de conservação e sem ter desníveis pronunciados, exceto as elevações paralelas às tábuas laterais ("cavalos") de 0,20 cm (vinte centímetros) de largura e 0,05 cm (cinco centímetros) de altura.
Entende-se por cancha o espaço limitado pelas laterais e cabeceiras de madeira.
Medidas Regulamentares:
Comprimento : 24,00 metros livres entre cabeceiras;
Largura : 4,00 metros livres entre laterais;
Altura A : 5,50 m (cinco metros e cinqüenta centímetros) livres, como espaço mínimo do piso ao teto, no centro;
Altura B : 3,00 metros livres, como espaço mínimo do topo e extremos das cabeceiras ao teto.
Laterais A : Altura: máxima uniforme: 0,30 cm (trinta centímetros) e mínima 0,24 cm (vinte e quatro centímetros).
Laterais B : Espessura das tábuas: mínima de 5 cm (cinco centímetros) .
Cabeceiras : A - Altura exata de 1,50 m (um metro e cinqüenta centímetros). Ao lado das cabeceiras, sobre as tábuas laterais, se colocará um suplemento de espessura e altura iguais a estas, perfazendo 60 cm. (sessenta centímetros) de altura com comprimento de 1,50 m. (um metro e cinqüenta centímetros)
Os eventos internacionais deverão ser disputados em canchas com medidas regulamentares de 24,00 metros de comprimento e 4,00 metros de largura e preferencialmente de piso sintético.
Art. 2º . As tábuas laterais e a cancha deverão ser demarcadas, de forma visível, com giz, pintura ou fita plástica, da maneira indicada no desenho anexo, com traços bem finos 1 cm (um centímetro de largura).
I. As linhas A e A' demarcam cabeceiras e extremos da cancha;
II. As linhas B e B' são traçadas a 1,50 m (um metro e cinqüenta centímetros) das cabeceiras e determinam a zona de jogo livre, de rafa masculina e o limite máximo onde deve parar o bolim sem ultrapassá-la com sua periferia;
III. As linhas C e C' são traçadas a 4,00 m (quatro metros) das cabeceiras e indicam:
a. limite máximo permitido ao jogador para lançar o bolim, jogar à ponto ou rafar.
b. zona de jogo livre, de rafa feminina, e o limite máximo onde deve parar o bolim sem ultrapassá-la com sua periferia;
IV. As linhas D e D' são traçadas a 7,00 m (sete metros) das cabeceiras e determinam o limite mínimo do primeiro pique da bocha lançada na jogada de rafa.
V. As linhas E e E', opostas, são traçadas a 1,00 m (um metro) da linha F e indicam a distância mínima onde deve parar o bolim, transpondo-as com toda sua periferia;
VI. a linha F assinala a metade da cancha 12,00 m (doze metros).
VII. as linhas G e G' são traçadas a 7,50 m (sete metros e cinqüenta centímetros) das cabeceiras e determinam:
a. o limite máximo permitido ao jogador para efetuar o tiro, tiro de retorno, o lançamento à zona livre e de pique;
b. o limite mínimo para dar o primeiro pique da bocha arremessada na zona livre e de pique.
Áreas da Cancha - (desenhos 2 e 3 )
I. Zonas de jogo livre:
a. é a área compreendida entre a cabeceira A' e a linha B' traçada a 1,50 m (um metro e meio) da primeira para o masculino;
b. é a área compreendida entre a cabeceira A' e a linha C' traçada a 4,00 m (quatro metros) da primeira para o feminino.
c. Para ser válida a zona livre, o bolim deverá estar nesta área, entende-se que uma bocha ou o bolim está na zona de jogo livre quando se encontra a 1,50 m (um metro e cinqüenta centímetros) ou menos da cabeceira, para o masculino, ou 4,00 m (quatro metros), para o feminino, tomando como referência a periferia da bocha ou bolim mais próxima da cabeceira. Para sair da zona livre, deverá transpor totalmente a linha de 1,50 m (um metro e cinqüenta centímetros) para o masculino e 4,00 m (quatro metros) para o feminino.
II. Zona de rafa: a masculina é a área compreendida entre a cabeceira oposta e a linha traçada a 1,50 m (um metro e cinqüenta centímetros) da primeira; a feminina é a área compreendida entre a cabeceira oposta e a linha traçada a 4,00 m (quatro metros) da primeira, devendo, em ambos os casos, estar o bolim na zona de jogo;
III. Zona de jogo: é a área compreendida entre a linha traçada a 4,00 m (quatro metros) de saída e a linha traçada a 1,50 (um metro e cinqüenta centímetros) oposta para o masculino e a traçada a 4,00 m (quatro metros) oposta para o feminino;
IV. Zona de colocação do bolim: no início do jogo ou cada jogada ( mão ) o bolim deverá ultrapassar com sua periferia a linha traçada a 1,00 m (um metro) após o centro da cancha e não podendo com a sua periferia ultrapassar a linha traçada a 1,50 (um metro e cinqüenta centímetros) oposta para o masculino e a linha traçada a 4,00 m (quatro metros) oposta para o feminino;
V. Zona de tiro: é a área compreendida entre a linha de 4,00 m (quatro metros) de saída e o fundo da cancha oposto, ou elementos golpeados nessa zona;
VI. Zona de tiro de retorno: é a área compreendida entre a cabeceira oposta e a linha de 4,00 m (quatro metros) de saída;
VII. Zona de jogada de pique: é a compreendida entre a linha traçada a 7,50 m (sete metros e cinqüenta centímetros) de saída e o fundo da cancha oposto.
Das bochas e do bolim
Art. 3º . Este esporte deverá ser praticado com bochas de material sintético, devendo ser de cores iguais entre si, diferentes para cada equipe, lisas ou riscadas, de 112 mm como mínimo e 115 mm como máximo de diâmetro, maciças e de peso uniforme, que oscile entre 1,050 grs. e 1.150 grs.
I. O bolim, de material sintético, deve ter um diâmetro de 45 mm e de peso uniforme entre 65grs. e 80 grs.
II. Em cada Nação a Confederação e as Federações regulamentarão a medida e o peso das bochas dentro das medidas precedentes, sendo obrigatório que a entidade Anfitriã onde se dispute os eventos proveja as bochas.
III. Em competições internacionais, o país organizador deverá prover as bochas dentro das medidas e padrões regulamentares.
Da Duração das Partidas
Art. 4º . As partidas de campeonatos regionais, nacionais e internacionais serão disputadas a 12 (doze) ou 15 (quinze) pontos, conforme estabelecido nos regulamentos de cada competição.
Dos Árbitros
Art. 5º . Todas as partidas serão fiscalizadas por um Árbitro, que poderá ter 2 (dois) ajudantes, um de linha ( saída ) e outro operador do marcador.
Art. 6º . É obrigação e responsabilidade do árbitro, antes do início do encontro, observar se as bochas, o bolim, a cancha, as tábuas e a iluminação se encontram em condições adequadas para o desenvolvimento normal das partidas; senão, as mesmas não poderão ser disputadas, salvo se, por critério do árbitro, as deficiências existentes possam ser sanadas imediatamente, fazendo constar na súmula o ocorrido.
Art. 7º . Os árbitros não permitirão o início da partida se houver pessoas estranhas ao jogo dentro da cancha.
Art. 8º . Os árbitros não aceitarão observações que não as formuladas pelos capitães das equipes e desde que estas sejam colocadas da maneira correta e conveniente.
Art. 9º . Qualquer irregularidade detectada pelos árbitros deverá constar nas súmulas.
Art. 10. Os árbitros deverão tomar as decisões imediatamente ocorridas as infrações e não poderão aplicar outras penalidades que não as estabelecidas no presente Regulamento.
Art. 11. As falhas de interpretação dos árbitros são inapeláveis quando tomadas em jogadas de apreciação visual.
Exemplos: bocha e bolim que transpõem a linha de jogo livre ou estão fora de jogo, bolim ou bochas que toquem fora dos limites da cancha e retornem, etc.
Art. 12. Nas partidas, realizadas ou não, o árbitro e os capitães deverão assinar as súmulas com as devidas ocorrências, devendo entregá-las à autoridade competente dentro dos prazos regulados por cada entidade.
Art. 13. Na ausência do árbitro, atuarão os suplentes; se estes também não estiverem presentes, caberá aos capitães ou representantes das equipes o comum acordo sobre a escolha do substituto. O fato deverá constar das súmulas e relatadas por quem de direito.
Dos Capitães
Art. 14. Cada equipe deverá ser dirigida por um capitão que é o encarregado (dentro da cancha) de dirigir o jogo de sua equipe e será o responsável por qualquer incidente que possa produzir-se durante o desenvolvimento da partida. O capitão tem, também, a obrigação de zelar por seus jogadores para que estes cumpram com seus deveres de esportistas e com as normas deste Regulamento.
Dos Jogadores
Art. 15. Os jogadores deverão apresentar-se de forma correta para a disputa das partidas e é sua obrigação acatar e respeitar as decisões dos árbitros.
Art. 16. É proibido aos jogadores protestar com palavras ou gestos que possam ser interpretados como falta de respeito, ou efetuar qualquer outro ato que signifique insubordinação ou ofensa, antes, durante ou depois das partidas, para com seus companheiros de equipe, jogadores, adversários e Árbitros.
Art. 17. Enquanto uma bocha jogada a ponto não parar, os jogadores deverão permanecer atrás do bolim, a uma distância ou em lugar que assegure que sua presença não interromperá ou dificultará a jogada.
Art. 18. Se um jogador cometer infração destes artigos (15, 16, ou 17) precedentes, ou irregularidade de fato ou palavras que molestem seus adversários, deverá ser advertido e, havendo reincidência, será ordenada sua substituição, caso não acatar tal resolução, a partida será dada por encerrada, penalizando a equipe a qual pertence o jogador infrator, que ficará com os pontos obtidos até o momento, anotando-se a pontuação máxima para a equipe adversária.
Art. 19. No caso do jogador necessitar umedecer as bochas, deverá fazê-lo, unicamente, usando os molhadores que deverão ser colocados nas canchas, sendo-lhes PROIBIDO molhá-las com saliva. Esta infração se punirá com a desclassificação da bocha jogada e a anulação dos efeitos produzidos.
Art. 20. Nenhum jogador poderá abandonar o campo de jogo sem prévio consentimento do árbitro; poderá fazê-lo durante 3 (três) minutos, somente por uma vez durante a partida, e após ter jogado suas duas bochas, de maneira a não interromper a jogada (mão) em andamento.
I. Os 3 (três) minutos serão computados a partir do início da jogada (mão) seguinte; por motivo algum, o jogo (mão) será interrompido.
II. Se o jogador não voltar no tempo estabelecido a contar do início da jogada, serão anuladas suas duas bochas, podendo ele regressar na jogada (mão) seguinte desde que esteja presente antes que o bolim seja lançado.
III. Nas partidas individuais, os três minutos serão computados pelo árbitro quando este dê por finalizada a jogada (mão) na qual o jogador solicitou autorização para ausentar-se da cancha.
IV. Nas partidas individuais, se o jogador não retornar no tempo permitido, serão anuladas, na mão a ser iniciada, uma bocha a cada três minutos de atraso; completadas 4 (quatro) bochas anuladas, ou seja, doze minutos de atraso, perderá a partida.
Das Modalidades, Substituições e Quantidade de Bochas por Jogador
Art. 21. Nas partidas de individual cada jogador jogará com 4 (quatro) bochas. Em duplas e trios , cada jogador usará 2 (duas) bochas.
Art. 22. Nas competições composta de partidas de individual, dupla e trio, serão permitidas até duas substituições de jogadores, sendo uma em cada partida. Estas deverão ser solicitadas ao árbitro pelo diretor técnico, ou, em sua ausência, pelo capitão e deverá ser realizadas depois de terminada a jogada (mão).
Art. 23. As partidas de trios e duplas deverão ter início com as equipes completas, não será permitido iniciar o jogo com dois ou um jogador respectivamente.
Dos Atrasos e Suas Penalidades
Art. 24. A instituição cujos jogadores não se apresentarem na hora determinada para o início das partidas e, decorrido o período de tolerância 15 (quinze) minutos, perderá os pontos correspondentes, que serão creditados a favor da equipe adversária, que receberá a pontuação máxima.
Parágrafo único - Para as partidas subseqüentes a mesma tolerância de 15 (quinze) minutos deverá ser respeitada e adotados os mesmos critérios acima descritos.
Da Proibição de Fumar, Ingerir Álcool e Utilizar aparelhos Telefônicos
Art. 25. Está EXPRESSAMENTE PROIBIDO fumar, ingerir bebidas alcoólicas e utilizar aparelhos telefônicos (CELULARES) na cancha, tanto para os jogadores quanto para os árbitros, auxiliares e ajudantes, durante as partidas de qualquer confronto no esporte da bocha.
I. Ao transgressor do presente artigo será aplicada a EXPULSÃO e ao árbitro e seus auxiliares, a remoção dos mesmos.
II. Quando um jogador for expulso, este não poderá representar sua instituição enquanto não houver um julgamento pelo Tribunal de Justiça Desportiva da sua Federação ou Entidade qualificada.
Do Uniforme: Árbitros e Jogadores
Art. 26 . Os Árbitros usarão uniformes de acordo com o estabelecido pela Confederação ou entidade regional. Nas competições regionais, nacionais e internacionais, os jogadores deverão vestir-se de acordo com o estabelecido pela Confederação Nacional ou Federação regional, não obstante deverá respeitar-se o seguinte:
I. usar sapato (sapatilha) ou tênis sem saltos, com solado claro, e meias predominantemente da cor branca; caso use cinto, também deverá ser branco;
II. observar rigorosa uniformidade tanto no modelo quanto na cor; a camisa ou camiseta que utilizarem será de gola, mangas longas ou curtas, - será permitido o uso de camiseta de gola alta (gola olímpica, tipo cacharrel) sob a camisa ou camiseta;
III. deverão usar distintivo da instituição que representam, todos iguais no desenho e no tamanho; este, não poderá ser superior a 8 cm e deve estar à altura do peito, do lado esquerdo da vestimenta exterior, e poderá estar incorporada à esta ou aderido.
IV. os jogadores da mesma equipe que estejam dentro da cancha, deverão estar vestidos com uniformidade, no que diz respeito ao desenho e à cor; será aceito que a manga da camisa ou camiseta, seja curta ou longa, quando for o caso do atleta sentir necessidade de tirar ou colocar o abrigo, e, será autorizada a camiseta fora da calça ou da saia, desde que a mesma tenha punho na parte inferior.
V. Poderão levar o emblema de empresas (patrocinadores) nas vestimentas superior ou inferior, (calça - camisa - abrigo) ficando proibido o uso de emblemas políticos, religiosos ou propaganda referente a bebidas alcoólicas e o fumo;
VI. o abrigo reunirá as mesmas características das vestimentas de verão, tanto no desenho quanto na cor.
Do Diretor Técnico
Art. 27. Cada equipe poderá dispor de um diretor técnico a quem os jogadores poderão consultar, e que será o responsável a assinar a súmula do jogo.
I. Durante a realização da partida, o diretor técnico de cada equipe poderá solicitar um "tempo técnico" de até três minutos, podendo adentrar a cancha para dar instruções à sua equipe, no lado oposto onde se realiza a jogada, e somente quando seja a vez de sua equipe jogar a bocha, de maneira a não interromper a jogada da equipe adversária.
II. Caso o Diretor Técnico importunar ou interromper a ação dos jogadores da equipe contrária ou o Árbitro, este, na reincidência, poderá ordenar a retirada do mesmo do local. Neste caso não poderá ser substituído, devendo a decisão constar da súmula do jogo.
Do Início do Jogo
Art. 28. Antes do início das partidas será efetuado o sorteio das bochas, sendo que caberá ao ganhador iniciar a partida e decidir quem realizará a primeira jogada de reconhecimento - escolhendo também a cor das bochas. Entenda-se por início da partida a ação de lançar o bolim pela primeira vez.
I. Começado o jogo, as bochas escolhidas não poderão ser substituídas, a não ser que se produza algum defeito durante a partida.
II. cada equipe poderá fazer uma jogada de reconhecimento para cada lado da cancha;
III. o jogador suplente, inclusive o individual, também terá o direito de efetuar o reconhecimento com duas bochas suplentes.
& #149; IV. Quando da realização de campeonato e torneio internacional ou nacional fica estabelecido que, até o início do congresso, as delegações participantes terão horários fixos e iguais de treino nas diferentes canchas em que se realizará o evento, sendo os horários estipulados previamente pelo comitê organizador.
Art. 29. O bolim deverá ser lançado da zona de 4,00 m (quatro metros) de saída, sem haver bocha na mão do jogador, e deve ficar colocado a mais de 1,00 m (um metro) da metade da cancha, a mais de 0,20 cm (vinte centímetros) das tábuas laterais e a mais de 1,50 m (um metro e cinqüenta centímetros) da cabeceira oposta (para o masculino) e 4,00 m (quatro metros) da cabeceira oposta (para o feminino).
I. A equipe que ganhou o sorteio terá duas chances para colocá-lo dentro das áreas regulamentares. Se não o fizer, a equipe adversária terá uma chance e, caso também não o faça regularmente, o Árbitro o colocará a 1,74 m (um metro e setenta e quatro centímetros) da cabeceira (masculino) e 4,24 m (quatro metros e vinte e quatro centímetros) da cabeceira (feminino) e no centro da cancha, devendo jogar, em todos os casos, a equipe que lançou o bolim pela primeira vez.
II. Não terá validade o lançamento do bolim se este adentrar a zona de 1,50 m (um metro e cinqüenta centímetros) masculino ou 4,00 m (quatro metros) feminino, mesmo que retorne à zona de jogo.
Art. 30. Uma vez lançado o bolim e ficando em condições regulamentares é absolutamente proibido movê-lo de seu lugar, devendo o árbitro proceder a sua marcação.
Art. 31. Se, por um efeito de jogada, o bolim sair da cancha, ou se a jogada for anulada por qualquer motivo, caberá reiniciar a partida à equipe que ganhou o sorteio ou à equipe que marcou o ponto na jogada anterior, sempre no sentido contrário à mão encerrada. A equipe que lançar o bolim na primeira vez deverá jogar primeiro. Não é obrigatório o jogador que lançar o bolim jogar a primeira bocha.
Art. 32. Não é permitido jogar bocha ou bolim apoiado nas tábuas laterais, em outra pessoa, no solo, na parede ou em outro objeto, com qualquer parte do corpo; também não poderão apoiar-se a bocha ou o bolim no solo. As infrações a este serão penalizadas com a desclassificação da bocha e a anulação dos efeitos por ela produzidas. No caso do bolim, proceder-se-á de acordo com o estabelecido no Artigo 29.
Art. 33. Se, ao ser jogada a primeira bocha, esta for desclassificada por infração, a mesma equipe deverá jogar novamente, e continuará jogando até marcar o ponto. O mesmo procedimento deverá ser adotado caso a primeira bocha lançada seja atingida pela ação de um tiro (bochada), rafa ou tiro de retorno e saiam ambas da cancha (a lançada e a atingida), ou seja, deverá seguir jogando a equipe que efetuou o lançamento, por não haver marcado ponto.
Art. 34. Antes do início de cada jogada (mão), e durante a realização da partida, as bochas deverão permanecer apoiadas no solo, dentro da área de 1,50 (um metro e cinqüenta centímetros) de saída.
Art. 35. Quando uma equipe se declarar sem bochas para jogar e a equipe contrária iniciar a sua jogada, mas, se verificar que ainda existiam bochas por jogar que se encontravam misturadas às da equipe adversária ou fora da cancha, estas bochas deverão ser desclassificadas.
Art. 36. Se um jogador fizer uso da bocha do adversário ou de uma terceira bocha de sua equipe, aplicar-se-á o seguinte:
I. se a bocha for do adversário, esta deverá ser devolvida à saída, desclassificando-se uma bocha do jogador infrator, e, se o jogador não tiver mais bochas, uma de sua equipe, ficando, o capitão, responsável por determinar a qual jogador pertencerá aquela bocha;
II. se for uma terceira bocha da sua equipe, esta será desclassificada e anulados seus efeitos;
III. Caso não seja notado imediatamente, e a jogada prosseguir, se dará como válida a jogada, devendo-se efetuar a troca da bocha pertencente ao adversário e devolvendo-a à saída. Se não houver mais bochas para efetuar a troca, será usada a bocha do adversário que se encontre mais distante do bolim.
Art. 37. O jogador que vai efetuar qualquer das jogadas previstas, não poderá ter mais de uma bocha nas mãos. Esta infração será penalizada com a desclassificação da bocha lançada e a anulação de seus efeitos. Também será desclassificada a bocha lançada enquanto outra estiver em movimento; não é permitido recolher e voltar a jogar uma bocha que já tenha sido lançada, mesmo quando houver acordo entre os jogadores.
Art. 38. Será considerada bocha não lançada aquela que cair das mãos do jogador dentro da zona de 4,00 m (quatro) metros, quando este for efetuar uma jogada a ponto ou rafa e, dentro dos 7,50 m (sete metros e cinqüenta centímetros) se for uma jogada de tiro, tiro de retorno, de pique ou jogada à zona livre. Caso a bocha ultrapassar estas linhas, será considerada como bocha lançada; entretanto, quando o objeto a ser atingido estiver colocado entre os 4,00 m (quatro metros) e os 7,50 m (sete metros e cinqüenta centímetros) de saída, não será considerada como "tendo caído " a bocha das mãos do jogador.
Art. 39 . O prazo máximo de tempo entre cada bocha a ser lançada não poderá exceder 1 (um) minuto, tempo que será observado pelo árbitro.
I. no caso de infração, o árbitro advertirá verbalmente o capitão da equipe;
II. se a equipe voltar a cometer a mesma infração, o árbitro procederá a retirada de uma bocha da equipe infratora naquela jogada (mão), devendo o capitão especificar a qual jogador pertence a bocha desclassificada.
III. na segunda infração ou sucessivas, o árbitro anulará uma bocha da equipe naquela jogada, por cada infração cometida;
IV. Nas partidas de individual o procedimento será o mesmo acima descrito;
Art. 40. Quando o jogador chegar a interferir intencionalmente na trajetória de uma bocha lançada, ou qualquer bocha em movimento , será penalizado com 6 (seis) pontos nas partidas de trios e 4 (quatro) nas partidas de duplas e individual, que serão somados para a equipe adversária.
Art. 41. Se o bolim ou bocha, no seu percurso, for desviado(a) pelo árbitro, jogador, ou ajudante de cancha e/ou um corpo estranho, serão lançados novamente. Caso uma bocha lançada atinja uma ou mais bochas e, como conseqüência do impacto, estas, a lançada e outras bochas forem tocadas ou desviadas pelo árbitro, jogador, ou ajudante de cancha e/ou um corpo estranho, desde que não haja intencionalidade, permanecerão onde se detiverem. Se for o bolim, a jogada (mão) será anulada.
Das Marcações das Bochas e do Bolim
Art. 42. As marcações das bochas devem ser diferentes para cada equipe ou para cada cor de bocha e efetuadas no solo com giz. Usando-se, por exemplo, para uma delas, uma linha reta paralela à cabeceira e outra linha perpendicular a esta, formando uma ângulo reto, e, para diferenciá-la da outra, será usada uma linha reta paralela à cabeceira e uma linha perpendicular a esta, terminando com outra linha transversal formando dois ângulos retos. Para ambas será traçada uma linha paralela às tábuas laterais, de maneira a permitir a medição da bocha, que será efetuada da seguinte forma:
I. a bocha será retirada e as linhas que formam o ângulo reto serão unidas com uma prolongação, o que dará um centro de marcação;
II. a partir do centro obtido, será efetuada a medição dos 70 cm (setenta centímetros) do arrasto.
III. o bolim será marcado com uma linha paralela à cabeceira e uma paralela às tábuas laterais.
Das Bochas em Vantagem
Art. 43. As bochas poderão ser medidas em qualquer momento, desde que solicitado pelo capitão da equipe mesmo após a realização da jogada posterior, ou quando uma das equipes não tiver mais bochas para jogar. A medição será feita na presença de ambos os capitães, e, uma vez que o árbitro tenha dado seu parecer, o mesmo é inapelável e este não terá a obrigação de medir novamente.
I. O jogador poderá alterar a jogada a realizar assim como o objeto antes declarado, dentro do minuto que lhe é concedido.
II. Se uma bocha for obstáculo para a medição de outra bocha, poderá ser movida para que se efetue a medição.
Art. 44. Quando for impossível definir com exatidão a bocha que se encontra em vantagem por haver igualdade de distância ou porque as duas tocaram o bolim, empatando o jogo, deverá continuar o jogo a equipe que provocou a igualdade; se tal equipe já não tiver mais bochas, deverá jogar a outra equipe até quebrar a igualdade, e se não o fizer, a jogada (mão) será anulada, reiniciando-se nova jogada na outra cabeceira. Para considerar que existe empate quando duas bochas tocam o bolim, estas deverão fazê-lo diretamente; se uma delas tocá-lo por meio de um corpo estranho, não será considerada como empatada.
Art. 45. Para efeito de contagem de pontos, se o bolim for colocado sobre as bochas, proceder-se-á como se estivesse sobre o solo, mas as medidas serão tomadas a partir da periferia do bolim. Se o bolim estiver sobre as bochas de ambas as equipes, será considerada a jogada empatada.
Parágrafo único - Se as bochas estiverem uma(s) encima da(s) outra(s) serão medidas igualmente da periferia e como se estivessem no solo.
Art. 46. É proibido levantar ou mover as bochas sem ordem do árbitro, enquanto estas estejam em jogo. A equipe que incorrer nesta infração, sem prévia ordem de finalização da jogada, será penalizada com 6 (seis) pontos nas partidas de trio e com 4 (quatro) pontos nas partidas de dupla ou individual, que se somarão à contagem da equipe adversária.
Art. 47. Se, uma vez parados o bolim ou as bochas, estando marcados e forem deslocados involuntariamente pelo árbitro, jogadores, ajudantes de cancha ou por qualquer circunstância (pé, desníveis do terreno, etc.) serão colocados no lugar de suas respectivas marcas.
Da Zona Livre
Art. 48. A zona de jogo livre encontra-se nos últimos 1,50 m (um metro e cinqüenta centímetros) masculino e 4,00 m (quatro metros) feminino da cancha, devendo o bolim estar localizado nesta área. O bolim está fora da área quando sua periferia mais próxima à cabeceira está a mais de 1,50 m (um metro e cinqüenta centímetros) masculino e 4,00 m (quatro metros) feminino.
I. Na zona livre, não é necessário declarar a jogada que será realizada, nem a peça a ser atingida, devendo o jogador que vai proceder a jogada avisar ao árbitro que jogará na zona livre, lançando a bocha do setor dos 7,50 m (sete metros e cinqüenta centímetros) de saída, não podendo pisar nem ultrapassá-la com o pé mais avançado, aquele que tocar o chão após ter soltado a bocha; o primeiro pique da bocha deverá ocorrer depois da linha de saída de 7.50 m (sete metros e cinqüenta centímetros) como mínimo e até o fundo da cancha como máximo, incluindo o golpe direto na cabeceira ou em qualquer objeto da zona livre;
II. a jogada a ponto na zona livre deverá ser feita dos 4,00 m (quatro metros) de saída, não sendo necessário declarar a jogada, podendo a bocha se deter em qualquer ponto da cancha sem limite de distância, ocorrendo a infração do arrasto somente quando o bolim estiver na zona de jogo. Constatado o arrasto, se aplicará a Regra da Vantagem;
III. se a bocha lançada ao tocar a cabeceira, sair da zona livre sem haver tocado nenhum objeto na ida ou na volta, será desclassificada e, os objetos desprendidos da cabeceira voltarão às suas marcas;
IV. se a bocha não fizer jogo na ida ou na volta e ficar dentro da zona livre, será marcada onde parar e os objetos desprendidos da cabeceira voltarão às suas marcas;
V. quando o bolim se encontrar na zona livre ou como conseqüência de uma jogada regular o mesmo for enviado a tal zona, em ambos os casos valerão todos os efeitos produzidos pela jogada.
VI. se a bocha fizer jogo na ida ou na volta, os objetos desprendidos ou não da cabeceira, serão marcados onde parar.
Dos Casos Vários de Jogada Regular - Bolim na Zona de Jogo:
Art. 49. Nos casos em que se produza uma jogada regular, se levará em conta as seguintes considerações:
I. todos os efeitos produzidos na zona de jogo pela bocha lançada em jogada regular durante seu percurso de ida à zona de 1,50 m (um metro e cinqüenta centímetros) masculino e 4,00 m (quatro metros) feminino e seu retorno à zona de jogo serão válidos, mesmo tocando bochas ou bolim detidos em suas marcas, fora delas ou em movimento. A bocha lançada será marcada no lugar em que parar;
II. toda bocha localizada na zona de jogo que for deslocada à zona de 1,50 m (um metro e cinqüenta centímetros) masculino e 4,00 m (quatro metros) feminino nela permanecendo, será marcada onde parar;
III. toda bocha localizada na zona de jogo que for arrastada à zona de 1,50 m (um metro e cinqüenta centímetros) masculino e 4,00 m (quatro metros) feminino e retorne à zona de jogo será colocada perpendicularmente ao lugar em que se deteve;
IV. toda bocha localizada na zona de 1,50 m (um metro e cinqüenta centímetros) masculino e 4,00 m (quatro metros) feminino que for deslocada para a zona de jogo, exceto por efeitos do tiro de retorno, será colocada perpendicularmente ao lugar em que se deteve. Se não for possível colocá-la na cabeceira, na direção que parou, por estar esse lugar ocupado por outra bocha, será colocada à direita ou à esquerda da mesma, mas sempre perdendo o ponto.;
V. toda bocha deslocada que entrar na zona de 1,50 m (um metro e cinqüenta centímetros) masculino e 4,00 m (quatro metros) feminino ou que se encontrar na mesma e voltar à zona de jogo por qualquer circunstância, tocando o bolim fora de sua marca ou em movimento, será anulada a jogada (mão); se tocar uma bocha em movimento ou fora de sua marca, será marcada onde parar e a bocha deslocada será colocada na cabeceira, perpendicularmente ao lugar em que se deteve.
os Objetos Desprendidos da Cabeceira - Bolim na Zona de Jogo
Art. 50. Quando, por efeito de uma jogada regular, se desprenderem bochas apoiadas na cabeceira, proceder-se-á da seguinte maneira:
I. as bochas desprendidas da cabeceira voltarão às suas marcas;
II. se o lugar estiver ocupado pela bocha lançada ou por uma bocha deslocada, a bocha desprendida voltará a sua marca e a bocha que ocupou sua marca será colocada no lugar mais próximo à sua direita ou à sua esquerda, segundo o lado em que golpeou na cabeceira;
III. no caso de uma ou mais bochas desprendidas da cabeceira, por efeito de golpe na mesma por bocha lançada, deslocarem bochas de sua marca, estas voltarão às suas marcas, sendo anulados os efeitos produzidos e a bocha desprendida voltará a sua marca na cabeceira;
IV. se, por efeitos de uma jogada regular, as bochas desprendidas da cabeceira tocarem o bolim em movimento ou fora de sua marca na zona de jogo, a jogada será anulada; se tocarem uma bocha em movimento ou fora de sua marca, esta deverá ficar onde parar;
V. se, por efeitos de uma jogada regular, o bolim entrar na zona livre e uma bocha desprendida da cabeceira o enviar à zona de jogo, este será marcado onde parar e as bochas desprendidas voltarão às suas marcas, anulando-se os efeitos produzidos por estas.
Do Lançamento das Bochas
Art. 51. A bocha poderá ser jogada a ponto, ponto de retorno, rafa, tiro (bochada), tiro de retorno ou pique, devendo obedecer aos preceitos fundamentais regulamentares para cada caso.
Da Regra da Vantagem
Art. 52. Algumas jogadas irregulares de ponto, rafa, tiro, tiro de retorno ou pique, que se encontram especificadas nos correspondentes artigos, serão deixadas para a avaliação dos adversários que aceitarão ou não os efeitos produzidos pela jogada irregular:
I. se aceita a jogada, esta se transforma em jogada válida, regular e todos os objetos serão marcados no lugar onde se detenham;
II. se não aceita a jogada, os objetos deslocados deverão voltar às suas marcas originais e a bocha infratora deverá ser desclassificada.
Do Ponto
Art. 53. A zona de ponto é a compreendida no espaço entre as duas cabeceiras, devendo o jogador lançar a bocha entre a cabeceira e a linha de 4,00 m (quatro metros) de saída;
I. o jogador deverá fazer rolar a bocha pelo solo, podendo pisar com o(s) pé(s) apoiado(s) no piso, a linha de 4,00 m (quatro metros), sem contudo ultrapassá-la antes que a bocha faça contato com o chão. As infrações serão punidas com a desclassificação da bocha e anulação dos efeitos produzidos.
II. somente o jogador que for executar a jogada poderá acompanhar a bocha em todo o seu percurso a aproximadamente 1,00 m (um metro) de distância, sem interferir em sua trajetória; fica expressamente proibido aos demais jogadores ultrapassarem a linha do bolim até a bocha parar. A transgressão a este será punida com a Regra da Vantagem.
III. havendo interferência no percurso da bocha, a equipe infratora será penalizada com a perda de 4 (quatro) pontos nas partidas de individual e dupla e 6 (seis) pontos nas partidas de trio.
Art. 54. Durante a realização da partida, ter-se-á em conta o arrasto (pichar, furar) quando, ao ser efetuada a jogada a ponto, um jogador arremeter com sua bocha, dentro da zona de jogo qualquer bocha ou o bolim, e deslocá-los em qualquer direção a mais de 70 cm (setenta centímetros) do lugar da marcação dos mesmos. Se, ao efetuar-se uma jogada, outra bocha for atingida e arrastar uma ou mais ou o bolim, a mais de 70 cm (setenta centímetros), também será considerado arrasto. Comprovado o mesmo, aplicar-se-á a Regra da Vantagem.
Art. 55. Para estabelecer se houve arrasto, proceder-se-á a medição da seguinte maneira: tanto para as bochas como para o bolim, se medirá a partir do centro da marcação do objeto deslocado até a periferia dos mesmos, em linha reta até o lugar em que tenha parado, sem levar em conta o percurso dos mesmos, ainda que tenham golpeado as tábuas laterais, cabeceiras ou bochas.
Art. 56. Estando o bolim na zona de jogo, toda bocha lançada a ponto que entrar na zona de 1,50 m (um metro e cinqüenta centímetros) masculino e 4,00 m (quatro metros) feminino e retornar à zona de jogo sem tocar a cabeceira ou nenhuma bocha na mencionada zona, será marcada onde parar.
I. se tocar a cabeceira e fizer jogo no percurso de ida ou volta, e voltar à zona de jogo, será colocada na cabeceira, perpendicularmente ao lugar em que se deteve.
II. se tocar a cabeceira sem fazer jogo no percurso de ida ou volta, e voltar à zona de jogo, será desclassificada; no caso de arremeter (golpeando para trás) e deslocar uma bocha à zona de jogo e, por sua vez, também sair para tal zona, a bocha lançada irá para a cabeceira na direção em que parou e a bocha que foi deslocada voltará à sua marca;
III. se deslocar o bolim da zona de jogo à zona livre sem incorrer em arrasto, serão marcados todos os objetos onde pararem, inclusive se a bocha lançada voltar à zona de jogo.
Do Ponto de Retorno
Art. 57. Esta jogada é permitida quando o bolim encontra-se na zona de jogo. Entenda-se por ponto de retorno quando a bocha lançada dá seu primeiro impacto na cabeceira oposta. Nesta jogada deverão ser observados os seguintes preceitos:
I. a bocha deverá ser lançada de dentro da área dos 7,50 m (sete metros e cinqüenta centímetros) de saída sem pisar nem ultrapassar com o pé mais adiantado a linha D e D' delimitadora, e sem deter o corpo, entenda-se por pé mais adiantado, aquele mais avançado, que se encontre no ar no momento do lançamento da bocha.;
II. a bocha lançada não deverá tocar nem deslocar nenhum objeto, caso isso ocorra, aplicar-se-á a Regra da Vantagem (art. 52);
III. (depois do impacto na cabeceira, a bocha lançada não poderá sair da zona de 1,50 (um metro e cinqüenta centímetros) oposta (masculino) e 4,00 quatro metros) (feminino); caso isso ocorra, aplicar-se-á a Lei da Vantagem;
IV. a jogada deverá obrigatoriamente ser anunciada ao Árbitro, sob pena da desclassificação da bocha lançada e anulação dos seus efeitos.
Do Impacto a 24 cm do Objeto Declarado
Art. 58. Nos casos de tiro (bochada), ou tiro de retorno, quando não houver impacto diretamente no objeto cantado, mas sim em bocha ou no bolim localizados a uma distância de no máximo 24 cm (vinte e quatro centímetros), do objeto anunciado, a jogada será considerada válida.
Parágrafo único - Para estabelecer a distância de 24 cm (vinte e quatro centímetros), medir-se-á antecipadamente com uma baqueta de 24 cm (vinte e quatro centímetros), da periferia da bocha ou do bolim anunciados às periferias das bochas ou do bolim passíveis de serem atingidos. Se houver mais de 24 cm (vinte e quatro centímetros), a jogada será irregular e o adversário aplicará a Regra da Vantagem. Esclarecendo: Antes da jogada ser efetivada, o árbitro deverá, uma vez declarado o objeto a ser atingido, medir todos os objetos que possam ser atingidos sem cometer infração e anunciar esta circunstância claramente, com o efeito de evitar desentendimentos.
Da Rafa
Art. 59. A jogada de rafa consiste em atingir com ou sem o auxílio do terreno e das tábuas laterais, uma determinada bocha localizada na zona de 1,50 m (um metro e cinqüenta centímetros) masculino e 4,00 m (quatro metros) feminino, devendo o bolim estar na zona de jogo.
Art. 60. O jogador poderá pisar, mas não ultrapassar a linha dos 4,00 m (quatro metros) para efetuar o lançamento e, seu primeiro pique deverá ocorrer depois da linha dos 7,00 m (sete metros) no mínimo e o fundo da cancha no máximo.
Da Rafa Regular
Art. 61. Considera-se rafa regular quando a bocha lançada atinge na zona de rafa 1,50 m (um metro e cinqüenta centímetros) masculino ou 4,00 m (quatro metros) feminino (opostos), qualquer bocha antecipadamente anunciada ou outras que estejam localizadas a 24 cm (vinte e quatro centímetros) ou menos dela.
Da Rafa Irregular
Art. 62. Uma rafa é irregular:
I. quando o jogador ultrapassar a linha de saída dos 4,00 m (quatro metros); quando a bocha lançada não atingir nenhum objeto na cancha no seu percurso de ida à cabeceira; quando a bocha lançada não atingir a bocha anunciada ou outras que estejam localizadas a 24 cm (vinte e quatro centímetros) ou menos do objeto anunciado, dentro da zona de rafa, últimos 1,50 m (um metro e cinqüenta) opostos (masculino) e 4,00 metros opostos (feminino); ou se uma infração for observada pelo árbitro. As infrações serão penalizadas com a desclassificação da bocha lançada e anulação dos seus efeitos.
II. quando atingir no percurso de ida, a bocha declarada ou qualquer objeto na cancha a mais de 24 cm (vinte e quatro centímetros) da sua marca, aplicar-se-á a Regra da Vantagem.
Do Tiro (Bochada)
Art. 63. Para efetuar o tiro (bochada), o jogador não poderá pisar nem ultrapassar com o pé mais adiantado - aquele que primeiro tocar o chão após ter soltado a bocha - a linha dos 7,50 m (sete metros cinqüenta centímetros). Dentro desta área, o jogador poderá efetuar os passos ou saltos que lhe pareçam convenientes. Poderá atingir qualquer peça localizada além da linha dos 4,00 m (quatro metros) de saída até o fundo da cancha. Não poderá atingir a bocha ou o bolim tendo a bocha presa na mão.
Do Tiro Regular
Art. 64. O tiro é regular quando:
I. O bolim estiver em zona de jogo e a bocha lançada atingir em qualquer ponto da cancha, uma ou mais bochas ou o bolim anunciados ou qualquer objeto localizado a 24 cm (vinte e quatro centímetros) ou menos do objeto declarado.
II. estando o bolim em zona de jogo livre e a bocha anunciada em zona de jogo, a bocha lançada atinge a mesma ou qualquer objeto localizado dentro dos 24 cm (vinte e quatro centímetros);
III. Para que o tiro seja válido, a bocha lançada não pode dar o "pique" no piso a mais de 24 cm (vinte e quatro centímetros) do objeto atingido, tomando-se como referência a distancia existente entre as duas periferias.
IV. Para estabelecer a medida de 24 cm (vinte e quatro centímetros) de distância entre as periferias, proceder-se-á da seguinte maneira:
a. em canchas de piso sintético, se colocará o objeto atingido em sua marca anterior; e, em canchas de piso NÃO sintético o objeto atingido será colocado no "buraco" produzido pelo efeito do impacto recebido;
b. a bocha lançada será colocada sobre o "pique" dado por ela e assinalado no piso;
c. proceder-se-á a medida da distância entre duas periferias.
NOTA: Em todos os casos sendo o tiro regular, deverá levar-se em conta o determinado pelos Art. 49 e 50.
Do Tiro Irregular
Art. 65. Um tiro é irregular:
I. quando não cumpre as condições previstas neste regulamento ou quando uma infração for constatada pelo árbitro. As infrações serão penalizadas com a desclassificação da bocha e anulados seus efeitos;
II. quando a bocha lançada não atingir nenhum objeto na cancha será desclassificada.
III. quando a bocha lançada não atingir a bocha anunciada, o bolim ou outras que estejam localizadas a 24 cm (vinte e quatro centímetros) ou menos do objeto anunciado e atingir um ou mais objetos localizados a mais de 24 cm (vinte e quatro centímetros) do objeto declarado, aplicar-se-á a Regra da Vantagem.
IV. quando a bocha lançada der o pique no solo a mais de 24 cm (vinte e quatro centímetros) e atingir o objeto válido anunciado, aplicar-se-á a Regra da Vantagem.
Do Tiro de Retorno (puxada-retrocesso)
Art. 66. Entenda-se por tiro de retorno (retrocesso, puxada) quando a bocha lançada dê o seu primeiro impacto diretamente na cabeceira. O jogador não poderá pisar, nem ultrapassar com o pé mais adiantado - aquele que primeiro tocar o chão após ter soltado a bocha, a linha dos 7,50 m (sete metros e cinqüenta centímetros).
I. O tiro de retorno deverá atingir o objeto anunciado e que esteja colocado na zona de jogo ou na zona de 1,50 m (um metro e cinqüenta centímetros) masculino ou 4,00 m (quatro metros) feminino, devendo o bolim estar na zona de jogo. Estando o bolim na zona de jogo livre não é necessário declarar a peça a ser atingida, se ela também estiver nessa zona (Art. 48), mas deverá fazê-lo se tal objeto se encontrar na zona de jogo.
II. Se, como conseqüência do impacto na cabeceira as bochas nela apoiadas se moverem, elas voltarão às suas marcas, devendo aplicar-se o Art. 50.
Do Tiro de Retorno Regular
O tiro de retorno é regular se a bocha lançada, depois de golpear a cabeceira, atingir o objeto anunciado ou outro localizado a 24 cm (vinte e quatro centímetros) ou menos da peça declarada (Art. 57).
Do Tiro de Retorno Irregular
I. o tiro de retorno é irregular quando não cumpre as condições previstas no primeiro parágrafo deste artigo, neste caso a bocha será desclassificada;
II. no caso de a bocha lançada não atingir nenhum objeto na cancha, será desclassificada.
III. se atingir um ou mais objetos localizados a mais de 24 cm (vinte e quatro centímetros) do objeto declarado aplicar-se-á a Regra da Vantagem.
Da Jogada de Pique
Art. 67. A jogada de pique consiste em golpear a cabeceira com a bocha lançada, que previamente tocou o terreno em qualquer lugar da cancha depois dos 7,50 m (sete metros e cinqüenta centímetros) até o fundo, podendo tocar antes as tábuas laterais.
Da Jogada de Pique Regular
Art. 68. Será considerada jogada de pique regular quando a bocha lançada não tocar bochas ou o bolim antes de tocar a cabeceira.
Art. 69. A jogada de pique deverá ser anunciada somente quando o bolim estiver na zona de jogo.
Art. 70. Para executar a jogada de pique, o jogador não poderá pisar e nem ultrapassar com o pé mais adiantado - aquele que primeiro tocar o chão após ter soltado a bocha - a linha dos 7,50 m (sete metros e cinqüenta centímetros). A infração será penalizada com a desclassificação da bocha e anulados seus efeitos.
Art. 71. Executada a jogada de pique regular, deverá observar-se o seguinte:
I. se a bocha lançada, depois de tocar a cabeceira, deslocar bochas, sem que ela e as deslocadas saiam dos 1,50 m (um metro e cinqüenta centímetros) masculino e 4,00 m (quatro metros) feminino, todos os objetos serão marcados onde pararam;
II. se, depois de tocar a cabeceira, a bocha lançada atingir uma bocha e deslocá-la para fora dos 1,50 m (um metro e cinqüenta centímetros) masculino e 4,00 m (quatro metros) feminino, a bocha deslocada será colocada na cabeceira, perpendicularmente ao lugar em que parou; se não for possível colocá-la na cabeceira pelo lugar estar ocupado por outra bocha, será colocada à direita ou à esquerda daquela, mas sempre perdendo o ponto, e a bocha lançada será marcada onde parar dentro da referida zona.
III. se a bocha lançada, depois de tocar a cabeceira, deslocar dentro da zona dos 1,50 m (um metro e cinqüenta centímetros) masculino e 4,00 m (quatro metros) feminino outras bochas e a bocha lançada sair de tal zona, as deslocadas serão marcadas onde pararam, e as que se desprenderam da cabeceira voltarão às suas marcas (Art. 50), a lançada deverá ir para a cabeceira perpendicularmente ao lugar em que parou, caso esteja ocupado, será colocada à direita ou à esquerda, mas sempre perdendo o ponto;
IV. se a bocha lançada, depois de tocar a cabeceira, voltar à zona de jogo, sem tocar nenhum objeto dentro da zona de 1,50 m (um metro e cinqüenta centímetros) masculino e 4,00 m (quatro metros) feminino, será desclassificada. As bochas que se desprenderam da cabeceira por efeito do golpe, voltarão às suas marcas.
Da Jogada de Pique Irregular
Art. 72. Uma jogada de pique é irregular:
I. quando a bocha lançada golpeia bochas ou bolim antes de tocar a cabeceira; neste caso, aplicar-se-á a Regra da Vantagem.
II. quando uma infração for observada pelo árbitro. Neste caso, a bocha será desclassificada, anulando-se os efeitos produzidos.
Art. 73. Se, como conseqüência de uma jogada regular ou por deficiências que possam ter as canchas, o bolim ficar colocado debaixo das tábuas ou ficar preso nelas, de maneira que toda a sua periferia não se encontre dentro da cancha, a jogada (mão) será anulada. Da mesma maneira se procederá se o bolim ficar afundado, mais de 50%, no piso da cancha.
Art. 74. Se, por efeito de uma jogada, o bolim quebrar, a jogada (mão) será anulada; se o mesmo acontecer com uma bocha, esta será retirada da cancha, sendo válidos os efeitos produzidos, devendo a bocha ser reposta para as jogadas seguintes. Se não houver peças para reposição, a partida será suspensa até que se possa contar com a mesma.
Art. 75. Se, por efeitos de uma jogada, uma bocha sair da cancha ou saltar, atingindo a aresta das tábuas laterais ou suplementos das laterais (não estando com toda a sua periferia dentro da cancha), ou correr sobre as tábuas laterais, tocar contra qualquer objeto sobre as alturas regulamentares das cabeceiras e/ou laterais (por ex.: postes, proteções, grades, teto, luminárias, etc.), a bocha será desclassificada e, se for o bolim, será anulada a jogada (mão). Se a bocha infratora voltar à cancha e mover uma bocha ou o bolim, estes deverão voltar às suas marcas. Se a bocha infratora tocar o bolim em movimento ou fora de suas marcas, a jogada (mão) será anulada; se tocar bochas em movimento, estas serão marcadas no lugar onde pararem.
Art. 76. Se, por efeitos de uma jogada, uma ou mais bochas retrocederem, passando a linha de saída de 4,00 m (quatro metros), serão consideradas fora de jogo (desclassificadas), mesmo que tenham voltado a transpor dita linha. Se for o bolim, a jogada (mão) será anulada.
ESCLARECIMENTOS FINAIS
O Regulamento acima, aprovado e consolidado em Reunião Plenária da Confederação Sulamericana de Bochas, realizada em janeiro de 1999 com a presença de representantes das Confederações Nacionais, com a inclusão das modificações enviadas pela C.S.B. em setembro de 1999 e as modificações aprovadas no Congresso realizado em 16 de outubro de 1999, sofreu algumas alterações efetuadas pela Comissão formada, especialmente para tal fim, por indicação dos representantes de clubes filiados à Federação Paulista, presentes à reunião realizada em 10/07/2000, e que serão válidas apenas para as competições regionais realizadas no Estado de São Paulo, para os eventos nacionais e sulamericanos será obedecida a Regra Oficial de Bocha Sulamericana elaborada pela Confederação Sulamericana de Bochas.
O presente Regulamento vigorará a partir de 01 de janeiro de 2001.
FEDERAÇÃO PAULISTA DE BOCHA E BOLÃO
Anexo 02 do Regulamento de Esportes da CBTG